Qual a Melhor TV do Mercado?

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Comparamos diversos televisores, separados por tamanho, de forma a identificar os melhores modelos disponíveis no mercado.

Veja logo a seguir as tabelas comparativas (com nossas indicações por qualidade e por custo-benefício), ou então leia abaixo da tabela como a análise foi feita e os critérios utilizados na avaliação.

A tabela abaixo mostra modelos de 55”. Clique aqui para modelos de 49” e aqui para modelos de 65”.

  • Menor preço
  • Notas
  • Qualidade de imagem (principais aspectos)
  • Luminosidade e cores
  • Aspectos complementares de imagem
  • Movimentos em cenas
  • Conectividade e suporte a formatos
  • Características de TV Smart
  • Custo-benefício
  • Qualidade de imagem (principais aspectos)
  • Polegadas
  • Resolução máxima da tela
  • Tecnologia
  • Tipo de painel LCD
  • Backlight (retroalimentação)
  • Local dimming
  • Contraste medido
  • Contraste com local dimming
  • Luminosidade e cores
  • Luminosidade máx em SDR (área de 2%)
  • Luminosidade máx em SDR (área de 100%)
  • Luminosidade máx em HDR (área de 2%)
  • Luminosidade máx em HDR (área de 100%)
  • Profundidade de cores
  • Cobertura espaço de cores DCI-P3 (aprox.)
  • Cobertura espaço de cores Rec. 2020 (aprox.)
  • Aspectos complementares de imagem
  • Uniformidade de cinza
  • Uniformidade de preto
  • Ângulo de visão
  • Refletividade da tela
  • Retenção temporária de imagem
  • Movimentos em cenas
  • Tempo de resposta da tela
  • Frequência de atualização do painel (nativa)
  • Input lag 1080p (60Hz, modo jogo)
  • Input lag 4k (60Hz, modo jogo)
  • Conectividade
  • USB lateral
  • USB traseira
  • Possui USB 3.0
  • HDMI lateral
  • HDMI traseira
  • HDCP 2.2
  • Saída ótica de áudio
  • Ethernet (LAN)
  • Bluetooth
  • Wi-Fi 2.4/5 GHz
  • Audio Return Channel (ARC)
  • Saída de audio analógico 3.5mm
  • Suporte a formatos HDR
  • HDR10
  • HDR10+
  • HLG
  • Dolby Vision
  • Características de TV Smart
  • Sistema operacional
  • Controle remoto com air mouse
  • Controle remoto com comandos de voz
  • App para usar smartphone como controle remoto
  • Espelhamento de tela do smartphone na TV
  • Reproduz arquivos (áudio e vídeo) a partir de entrada USB
  • Especificações de design
  • Espessura máxima
  • Altura (sem base)
  • Altura (com base)
  • Largura
  • Peso (com base)

 


 

Guia de compra e critérios para comparação de modelos de TV

As Smart TVs modernas contam com diversos recursos, gerando imagens cada vez mais nítidas e com maior nível de detalhes. Infelizmente, as fabricantes utilizam nomes de efeito para alguns recursos de imagem, de forma a caracterizar seus produtos como possuindo alguns diferenciais de mercado.

A realidade é que, no final das contas, a qualidade de imagem das TVs de diferentes modelos e fabricantes só pode ser diferenciada entre modelos através de testes padronizados, que quantifiquem os componentes essenciais na geração das imagens na tela.

Com isso em mente, para conseguir analisar, comparar e identificar os melhores modelos de TV disponíveis no mercado, nós estamos contando com o suporte dos resultados de alguns testes realizados pelo RTINGS, (conhecido portal de reviews de televisores) que nos autorizou a reprodução de alguns dados com informação da fonte.

Ressaltamos que nós recomendamos a visita ao site mencionado para leitura das resenhas completas, apesar de o material aqui disponibilizado já possuir os principais indicadores de qualidade de vídeo (que deve ser suficiente para a grande maioria de nossos leitores).

Leia nas seções seguintes quais são os principais componentes que possuem peso na determinação de qualidade de imagem de uma TV de alta definição, e como cada fator influenciou as notas de cada modelo analisado em nosso estudo comparativo.

Ao final do artigo, apresentamos nossas recomendações de compra (melhores modelos) para cada tamanho de TV analisado.

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Qualidade de imagem

A qualidade das imagens é, sem dúvida o principal fator na escolha de uma TV. Porém, alguns fatores são mais relevantes que outros, conforme explicado abaixo.

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Tecnologia

Existem 3 principais tecnologias que iremos analisar no comparativo de modelos: LED, QLED (LED com pontos quânticos) e OLED (LED Orgânico).

  • LED: É a tecnologia mais simples e de menor custo. Ela usa um painel LCD, iluminado por pequenos LEDs (diodos emissores de luz).
  • QLED: Utiliza basicamente a mesma tecnologia dos modelos LED comuns. A diferença é que nos modelos QLED existe uma camada intermediária de “pontos quânticos” (partículas muito pequenas, da ordem de 2 a 10 nanômetros) para filtragem mais refinada da luz emitida pelos LEDs. Cabe observar que as TVs LED atuais já utilizam algum tipo de tecnologia de pontos quânticos em certo nível, porém o termo QLED é marca registrada da fabricante Samsung.
  • OLED: Feita por compostos orgânicos que emitem luz ao serem energizados. A grande diferença nessa tecnologia é que cada pixel possui sua própria fonte de luz independente (podendo inclusive ser desligada), enquanto as TVs LED/QLED usam um painel de iluminação por “região”, que possuem filtros para definição das cores.
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Entendendo as diferenças entre as tecnologias LED/QLED e OLED

Conforme já mencionado, a principal diferença entre um painel LED/QLED e um OLED é justamente na forma como os pixels geram as diferentes cores.

Nos painéis LED/QLED, os LEDs (diodos emissores de luz) são posicionados em um painel como fonte de luz uniforme. As cores são obtidas através de filtragem dedicada, numa escala de pixel por pixel, dessa luz emitida pelos LEDs.

A principal limitação deste tipo de tecnologia é que em pixels que precisam mostrar a cor preta (ou qualquer tom escuro) acabam emitindo um pouco de luz. Ou seja, a luz do LED não consegue ser totalmente reduzida.

O resultado disso é que o contraste (principal indicador da qualidade de imagem em uma TV) acaba ficando limitado, já que os tons escuros na TV LED/QLED recebem também certo grau de iluminação nos pixels correspondentes.

Essa limitação não existe nas TVs OLED. É justamente o principal diferencial desta tecnologia, que pode produzir pixels em “preto puro”.

Isso acontece porque, conforme já mencionado na seção anterior, cada pixel possui sua própria fonte de luz, que pode ser desligada de forma independente para produzir o preto. O resultado são imagens com contraste infinito, que garante maior qualidade de imagem sem comparação às LEDs/QLEDs.

Artigo melhor TV 4k - comparação LED OLED

Comparação extremamente simplificada entre componentes básicos de TVs LED e OLED

Obviamente, existem outras características que diferem a performance de uma TV LED/QLED em relação a uma OLED (mais informações aqui). Continue acompanhando este guia, ou então leia as resenhas dedicadas a modelos específicos de cada tecnologia para entender os pontos positivos e negativos de cada um.

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Tipos de painéis LCD: IPS e VA

As TVs LED podem possuir painel LCD de 2 tipos: IPS (In-plane Switching – Comutação plana) e VA (Vertical Alignment – Alinhamento vertical).

Não estamos interessados, neste guia, em explicar a diferença técnica desses tipos de painel, porém nas consequências para a performance da TV LED.

De forma bastante resumida, um painel VA possui maior contraste em relação aos modelos com painel IPS, bem como oferece maior uniformidade nos níveis de preto. Ou seja, a qualidade de imagem será sensivelmente maior, principalmente se você prefere assistir TV em ambientes de pouca iluminação.

Já o painel IPS leva vantagem em relação ao VA no quesito ângulo de visão. Enquanto no painel VA você precisa assistir TV “de frente” (ou muito próximo a isso), num painel IPS a imagem sofre distorção um pouco menor, embora uma piora significativa já possa ser percebida em ângulos em torno de 40°.

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Tipo de retroiluminação (backlight) do painel LED e a funcionalidade “local dimming”

Conforme já explicado anteriormente, TVs LED possuem retroiluminação uniforme de pontos de luz num plano de fundo. Existem duas formas de dispor esses LEDs no plano de fundo: coloca-los somente na borda da TV (edge-lit) ou distribuí-los uniformemente por todo o plano (full-array).

Artigo melhor TV 4k - retroiluminação painéis LCD

Tipos de retroiluminação de painéis LCD: Full-array (direta) e edge-lit (bordas)

Esse tipo de diferenciação é importante para TVs LED que possuem a funcionalidade de local dimming. Essa funcionalidade serve para “reduzir a luminosidade” por zonas no painel de retroiluminação da tela, em áreas que precisam mostrar tons escuros, aumentando assim o contraste da imagem nesses casos.

Ou seja, a funcionalidade de local dimming simplesmente minimiza em certo grau a limitação técnica inerente das TVs LED em mostrar tons escuros, já que a retroiluminação fica “ligada” mesmo quando alguns pixels precisam mostrar preto ou tons escuros.

O local dimming (quando disponível) funciona melhor em TVs LED com retroiluminação do tipo full-array ao invés de edge-lit. Existem outros pontos de performance onde essa diferença na retroiluminação se faz presente na imagem, conforme você pode perceber lendo a resenha completa de modelos de cada tipo.

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Contraste

De forma simples e direta, o contraste é a razão entre a luminosidade entre o “ponto branco mais claro” e o “ponto preto mais escuro” que uma TV pode produzir. É a principal componente determinante na qualidade da imagem produzida na TV.

Contrastes maiores são percebidos de forma mais clara quando a imagem mostrada na tela é de uma cena predominantemente escura.

Outro fator que pode interferir na melhor percepção do contraste é se você normalmente assiste TV em um ambiente escuro, de pouca luminosidade. Numa sala de estar com muita iluminação direta, um contraste maior pode não fazer tanta diferença.

As TVs OLED, como os modelos LG em 55″ (série B7) e em 65″ (série B7 e série E7) possuem contraste infinito, e é por isso que a qualidade de imagem com esse tipo de tecnologia é imbatível.

Logo atrás, ficam as TVs LED com painel LCD do tipo VA (como a Sony série 905E 55″/65″ ou Samsung série MU7000 55″/65″) e QLED  (Samsung série Q7F em 55″ e 65″). Por último as TVs LED com painel LCD do tipo IPS (como a LG séries UJ7500 em 49″ e 55″ e UJ6300 em 49″ e 55″).

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Picos de luminosidade

A luminosidade máxima alcançada pela TV é importante para fazer as imagens parecerem mais “vivas” na tela. Essa característica também serve para melhorar a visibilidade e grau de detalhes das imagens na tela, no caso de a TV estar localizada numa sala com muita iluminação.

É também a medida de luminosidade máxima que promove à TV a capacidade de produzir regiões na tela com destaque, que é essencial para boa performance em modo HDR (High Dynamic Range).

A luminosidade é medida em cd/m2 (candela por metro quadrado), também conhecida como “nits”.

Em nossas resenhas, utilizamos 4 medidas de luminosidade realizado pelo site RTINGS, conforme denominado abaixo:

  • Pico de luminosidade alcançado pela TV para um quadro branco, ocupando 2% da área da tela, em modo SDR: Observa a capacidade da tela em produzir pequena área de destaque na tela, em modo SDR (modo padrão)
  • Pico de luminosidade alcançado pela TV para um quadro branco, ocupando 100% da área da tela, em modo SDR: Observa a luminosidade total da tela, em modo SDR, quando não existem áreas de destaque em específico
  • Pico de luminosidade alcançado pela TV para um quadro branco, ocupando 2% da área da tela, em modo HDR: Testa o mesmo que o teste em SDR, porém esperando-se que a luminosidade possa ser um pouco maior, já que a TV está configurada para o modo HDR (High Dynamic Range)
  • Pico de luminosidade alcançado pela TV para um quadro branco, ocupando 100% da área da tela, em modo HDR: Testa o mesmo que o teste em SDR, porém esperando-se que a luminosidade possa ser um pouco maior, já que a TV está configurada para o modo HDR (High Dynamic Range)
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Gama e profundidade de cores

Os testes de cores são particularmente importantes para a reprodução de conteúdo em HDR, já que um de seus principais benefícios é o nível de detalhe e granulação na exibição de cores, tornando as cenas muito mais “reais”.

Para o desempenho na reprodução de cores das TVs, dois aspectos principais devem ser observados: a gama de cores e a profundidade de cores.

Gama de cores diz respeito à reprodução de uma série (ou espaço) definido de cores, com definido nível de saturação. Já a profundidade de cores delimita os diferentes gradientes de cores (tons) que a tela é capaz de gerar.

Para entender a diferença entre os dois: uma gama de cores limitada vai fazer, por exemplo, uma vista aberta de um céu azul não parecer exatamente azul (cores ficam “pálidas”). Já uma profundidade de cores limitada vai fazer esta mesma cena mostrando um céu causar mudanças mais “bruscas” entre um tom de azul e outro, às vezes tornando visível o “quadriculado” entre pixels em um tom, e pixels próximos em um tom diferente.

Gama de cores

As duas gamas de cores analisadas nas resenhas dos modelos mostrados nas tabelas comparativas (acima deste artigo) são o DCI-P3 e o Rec.2020.

Não vamos entrar em detalhes sobre o que representam cada um desses espaços (caso se interesse pelo assunto e queira entender melhor como isso afeta a performance na exibição de conteúdo em HDR, segue aqui uma boa referência para maiores informações).

A regra básica é: quanto maior a cobertura dos gamas de cores, melhor a performance na exibição de conteúdo HDR.

Artigo melhor TV 4k - espaço de cores

Representação dos diferentes espaços de cores mais comumente utilizados. Créditos: laserfocusworld.com

Profundidade de cores

A profundidade de cores é denominada em bits, e representa a quantidade de cores que cada um dos 3 componentes de cores de cada pixel (R, G, B) consegue reproduzir.

A maioria das TVs disponíveis no mercado possuem essa valor em 8 ou 10 bits. Embora isso seja, aparentemente, pouca diferença, na verdade não é. A quantidade de cores únicas que cada uma dessas especificações pode reproduzir é:

  • 8 bits: 2^8 x 2^8 x 2^8 = 256 x 256 x 256 = 16,7 milhões de cores
  • 10 bits: 2^10 x 2^10 x 2^10 = 1024 x 1024 x 1024 = 1,07 bilhões de cores

Cabe ressaltar, porém, que grande parte do conteúdo disponível atualmente é produzido em 8 bits. Ou seja, aqui também a especificação maior só importa para conteúdo HDR, ou vídeo-games.

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Uniformidade de cinza

É uma medição que denota a capacidade da TV em mostrar um tom de cor uniforme por toda a tela.

Todas as TVs possuem algumas imperfeições em sua construção, o que faz que algumas áreas possam parecer “manchadas” ou “borradas” quando precisam mostrar o mesmo tom de cor em uma parte considerável da tela (como num jogo de futebol, por exemplo).

O resultado dessa desigualdade de tons ao longo da TV se chama, justamente, dirty screen effect – DSE (efeito de tela suja). O vídeo abaixo mostra de forma mais clara como esse defeito se manifesta:

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Uniformidade de preto

Esse teste mede a capacidade da TV em mostrar preto “puro” por toda a tela, de forma uniforme.

Por diferentes problemas de construção e limitações de tecnologia, as TVs acabam possuindo zonas de imperfeição, onde o preto “não parece tão preto” quanto em outras.

Essas imperfeições são justamente percebidas em cenas com tons predominantemente escuros na tela toda.

TVs OLED não possuem esse tipo de problema, já que cada pixel pode ter sua fonte de luz “desligada” de forma individual. TVs LED com painel LCD do tipo IPS são as que mais sofrem das desigualdades em gerar o preto uniforme, enquanto as TVs LED com painel VA são intermediárias.

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Ângulo de visão

Se você pretende colocar a TV em uma grande sala de estar, com sofás que permitam às pessoas assistir de diversos ângulos em relação à tela, esse é certamente um ponto a se observar.

A performance nesse quesito também é predominantemente determinada pelo tipo de televisor que você escolher.

Se o ângulo de visão é um fator importante em sua escolha e você pretende adquirir uma TV LED, dê preferência a um painel IPS em detrimento a um painel VA (conforme já mencionado anteriormente).

Se você precisa de uma performance ainda melhor nesse quesito, então cabe o investimento em uma TV do tipo OLED.

Artigo melhor TV 4k - Ângulo de visão

Comparação aproximada entre ângulo de visão (sem distorções consideráveis) para diferentes tipos de TV

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Refletividade da tela

Esse parâmetro de comparação mede o quanto de luz é refletida pela tela da TV, quando existe outra fonte de luz onde a mesma está colocada.

Esse fator será mais importante dependendo de como você assiste TV normalmente, e onde estão os pontos de luz em relação a TV.

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Retenção temporária de imagem

A retenção temporária de imagem acontece quando uma parte da cena mostrada na TV permanece intacta (inalterada) por um período prolongado de tempo (como um medidor de vida num jogo de vídeo-game, um logo de canal de TV, ou se a TV for usada como monitor de computador) e, após uma mudança de imagem/cena, a “sombra” dessa parte que estava estática permanece na tela.

Esse problema não afeta tanto as TVs LED do mercado (painel VA praticamente imune, painel IPS pode ser um problema), porém é um efeito considerado como o “calcanhar de Aquiles” das TVs OLED.

Nas TVs OLED, essas retenções temporárias de partes estáticas de imagens nas cenas seguintes podem permanecer por até 10 minutos em alguns casos.

Queima permanente da tela

Se isso já não bastasse, essa retenção temporária de imagem pode resultar, em TVs OLED (e em algumas TVs com painel IPS), num problema permanente nessas zonas da tela, causando o chamado permanent burn-in (“queima permanente” da tela). Ou seja, a tela pode permanecer para todo o sempre com uma “sombra” de logo de canal de TV.

O site RTINGS promove um teste em tempo real do efeito de burn-in permanente em TVs OLED, LED com painel VA e LED com painel IPS pelo seguinte link.

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Imagens em movimento

Como segundo grande fator na definição de melhor modelo de TV para compra, deve-se observar a performance do aparelho ao mostrar imagens em movimento.

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Tempo de resposta

O principal fator que afeta na qualidade de percepção dos movimentos mostrados na tela é o tempo de resposta dos pixels. Ou seja, quão rápido os pixels conseguem mudar de um tom de cor para outro. Explicado de outra forma: quão rápido a cena na tela consegue transacionar de uma imagem para outra.

Obviamente existem outros fatores/efeitos que podem afetar a percepção de movimentos na tela, mas o tempo de resposta acaba sendo característica predominante e crucial para quem pretende utilizar a TV com cenas de bastante movimento, como esportes e vídeo-game.

Um tempo de resposta muito alto na transição entre imagens é percebido como motion blur (“borrão de movimento”, em tradução livre), que pode ser um efeito bastante indesejado por alguns consumidores mais exigentes com relação a esse tipo de efeito visual. Esse efeito se manifesta como se fosse uma “trilha” nas bordas dos objetos em movimento.

As TVs LED possuem tempos de resposta maiores (da ordem de 8 a 25 milissegundos), enquanto as TVs OLED possuem esse valor na ordem de até 2 milissegundos (ms). Ou seja, as TVs OLED possuem performance, de forma geral, melhor que TVs do tipo LED.

Porém, como o tempo de resposta é absurdamente baixo, ao assistir vídeos de baixa quantidade de frames por segundo (como filmes em 24p), as imagens podem parecer como um “fluxo de quadros estáticos”. Para resolver esse tipo de problema, as TVs OLED possuem outras ferramentas para interpolar as imagens, e dar um aspecto de “fluidez” entre os quadros.

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Frequência de atualização nativa do painel

A frequência de atualização (refresh rate) nativa do painel nada mais é do que a quantidade de quadros (frames) que a TV pode exibir por segundo.

As TVs atuais possuem normalmente painéis de 60 Hz (60 frames por segundo) ou de 120 Hz (120 frames por segundo).

Infelizmente, os fabricantes mentem para os consumidores quando informam nas especificações de modelos com valores de taxas de atualização de 240, 360 Hz (ou muito mais). Isso confunde os consumidores, que acabam sendo levados por nomes de efeito do tipo “TruMotion”, “MotionFlow”, entre outros, que não alteram a capacidade real (ou nativa) do painel em aumentar a quantidade de quadros por segundo.

Painel de 60 ou 120 Hz?

Um painel de 120 Hz pode mostrar o dobro da quantidade de quadros por segundo em relação a um de 60 Hz. Isso resulta em movimentos mais fluidos, desde que a fonte do vídeo esteja reproduzindo a 120 Hz.

Hoje em dia, todos os vídeo-games (PS4, PS4 Pro, XBOX One), serviços/apps de vídeo (Netflix, YouTube, etc), e TV a cabo transmitem no máximo em 60 Hz (ou 60p). Ou seja, em todos esses casos, não existe diferença entre utilizar um painel 60 ou 120 Hz.

Os únicos que podem usufruir todo o potencial de um painel 120 Hz são aqueles que possuem a TV como monitor de computador.

Vantagens do painel 120 Hz em conteúdo 24p

Uma pequena vantagem do painel de 120 Hz existe em relação ao painel de 60 Hz, quando se está assistindo conteúdo em 24p. A maioria das TVs modernas ajusta a frequência de quadros do painel à frequência de quadros da fonte, porém algumas fontes vão sempre enviar conteúdo em 60 Hz.

Como 24 não é múltiplo de 60, a TV realiza o chamado “pulldown 3:2”, que nada mais é do que mostrar alguns quadros 3 vezes, e outros somente 2 vezes. Dependendo do tipo de cena sendo mostrado, algumas pessoas podem perceber um “tremido” na imagem por causa disso. O painel de 120 Hz não tem esse problema, pois cada quadro é exibido 5 vezes.

Outra vantagem do painel de 120 Hz é se você gosta de utilizar o soap opera effect (efeito novela) ativado na TV. Esse efeito promove movimentos mais fluidos, através da “inserção” de quadros intermediários entre os quadros reais da fonte.

Se você reproduz conteúdo no máximo a 60 Hz na TV, um painel de 60 Hz só consegue simplesmente mostrar esses 60 quadros por segundo. Já se o painel é de 120 Hz, a TV pode criar esses quadros intermediários, e assim trazer uma ideia de maior fluidez, que será percebida principalmente em cenas com movimentos.

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Atraso de entrada (input lag)

O atraso de entrada (input lag) é um efeito que só possui importância para quem pretende utilizar a TV para jogos on-line, principalmente do tipo FPS (onde uma fração de segundo no movimento em determinadas situações pode fazer a diferença).

Ela é uma medida do atraso da geração da imagem na fonte até que ela seja de fato exibida na tela. Essa medição é feita na escala de milissegundos (ms).

Com o advento do modo jogo nas TVs (que reduz a necessidade computacional de processamento das imagens), a diferença entre os modelos para esse valor perde um pouco de importância, ficando sempre abaixo de 40ms.

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Conectividade

Uma boa TV possui uma grande quantidade de conexões. Em nossas resenhas, analisamos os modelos de TV pelos tipos de conectores mais comumente utilizados, sendo os principais deles listados abaixo:

  • Quantidade de entradas USB (laterais e traseiras)
  • Quantidade de entradas HDMI (laterais e traseiras)
  • Existência de entrada com suporte a USB 3.0: importante principalmente para quem pretende reproduzir conteúdo de alta resolução por dispositivo USB

Para os sinais sem fio, já considerando que todos os modelos possuem suporte à rede Wi-fi 2.4/5 GHz, é importante observar compatibilidade com Bluetooth. Alguns modelos, ainda hoje, só suportam dispositivos de áudio Bluetooth, enquanto alguns modelos não oferecem qualquer tipo de suporte para esse tipo de conexão.

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Suporte a HDR

Os vídeos em formato HDR (High Dynamic Range) indica que eles possuem um método específico para alargar o alcance dinâmico, que nada mais é do que a razão entre o valor mais claro e o mais escuro de uma imagem.

O vídeo em HDR consegue, então, mostrar mais “detalhes” nas imagens, já que consegue mostrar (diferenciar) muito bem as partes claras das partes escuras nas imagens.

Para que a TV consiga exibir vídeos em HDR, porém, o hardware e software da TV devem cumprir com determinadas normas (standards) mundialmente reconhecidas.

Não iremos entrar em detalhes sobre qual o melhor formato para exibição de vídeos HDR (você pode encontrar mais informações lendo este artigo aqui). Em nossas análises, estudamos o suporte aos diferentes itens/formatos em relação ao formato HDR:

  • HDR10
  • HDR10+
  • Dolby Vision
  • HLG
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Características de TV Smart

Uma das grandes vantagens das TVs modernas é a existência de funcionalidades extras, com apps integrados à interface, entre outras facilidades que tornam o aparelho bastante versátil.

Listamos aqui os principais itens que analisamos em nossas comparações entre modelos.

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Sistema operacional / Interface do usuário

Cada marca de TV possui seu próprio sistema: os modelos da Samsung utilizam o Tizen OS, ao passo que os da LG empregam o WebOS, e os modelos mais modernos da Sony utilizam o Android TV.

É uma questão de preferência pessoal gostar mais de uma ou outra interface. Todos fazem basicamente as mesmas coisas, embora o leque de aplicativos e jogos seja um pouco diferente.

Pode-se dizer que as versões mais atuais desses trazem inovações adicionais, que tendem a aumentar a diferenciação entre eles. Porém, isso não deve ter relevância tão grande na escolha do modelo de TV, visto que a qualidade de imagem é o principal fator de diferenciação entre modelos e o que mais “pesa” na utilização diária do aparelho.

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Controle remoto

No controle remoto, um pequeno diferencial é quando mesmo pode ser apontado para TV como se fosse um mouse de computador. Isso facilita bastante a operação, principalmente em aplicativos como o Netflix ou YouTube.

Outro ponto considerado como diferencial é o suporte a comandos de voz. É uma forma alternativa de navegar pelas principais funcionalidades da TV, possibilitando em alguns casos tornar a operação muito mais rápida.

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Funcionalidades para o smartphone

Uma das principais funcionalidades para dispositivos móveis, já embutidas na grande maioria das TVs, é a possibilidade de espelhamento da tela do smartphone.

Através do espelhamento de tela, é possível reproduzir o conteúdo da tela do smartphone na tela da TV. Embora hoje grande parte dos principais aplicativos para reprodução de vídeos já seja disponibilizado pela TV, essa funcionalidade não deixa de ser interessante para situações específicas.

A outra funcionalidade analisada é a funcionalidade de aplicativo próprio da fabricante para smartphone, que pode então ser utilizado como controle remoto da TV.

Alguns fabricantes fornecem aplicativos muito bons, podendo inclusive selecionar a entrada de vídeo e abrir aplicativos.

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Resultados da análise de melhor TV do mercado

Para chegar as notas de cada modelo analisado (e assim determinar os melhores modelos), foi fornecida uma nota de 1 a 10 para cada uma das seções: a seguir com os seguintes pesos:

  • Qualidade de vídeo (básica): peso 3
  • Qualidade de vídeo (complementar): peso 1,5
  • Luminosidade e cores: peso 1,5
  • Performance em modo HDR: peso 0
  • Imagens em movimento: peso 2
  • Conectividade e suporte a formatos: peso 1
  • Características de TV Smart: peso 1
  • Custo-benefício: peso 0

Os principais critérios analisados dentro de cada uma das seções acima já foram mencionados ao longo deste guia. Você pode voltar à tabela comparativa, no início deste guia, e assim observar cada um dos itens que foram considerados para determinação das notas individuais.

As notas individuais de cada seção são somadas (considerando os pesos atribuídos), retirando-se uma média, e chegando-se a nota final. A maior nota final (considerando modelos de mesmo tamanho) é considerada a melhor compra.

O custo-benefício dos modelos não entra na nota da TV, já que neste guia consideramos os modelos com maior custo-benefício como uma recomendação à parte.

Já o quesito “performance em modo HDR” é um item apenas informativo no veredito final de cada modelo, já que ela pode ser obtida a partir do item de “luminosidade e cores” em conjunto com outros aspectos de vídeo (principalmente os mostrados nas características principais da TV, como contraste nativo e tecnologia do modelo).

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Melhor TV 49 polegadas: Samsung UN49MU6100

Na categoria de 49 polegadas, elegemos a Samsung UN49MU6100 como a melhor TV 4k. Ela possui bom contraste com seu painel VA, o que garante uma boa qualidade de imagem. Porém, não espere grandes “milagres” desse modelo, mesmo porque sua luminosidade não é muito boa, o que pode ser ruim em ambientes com muita iluminação (talvez a LG 49UJ7500 seja uma opção, caso esse fator seja determinante).

De qualquer forma, nosso modelo melhor colocado ainda ganha maior percepção de valor pelo seu alto custo-benefício (o maior entre os modelos de 49 polegadas).

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Melhor TV 55 polegadas: LG OLED55B7P

Na categoria de 55 polegadas, o melhor modelo analisado foi o LG OLED55B7P. Ele é o único que utiliza tecnologia OLED, e que consegue qualidade de imagem sem igual por possuir contraste infinito.

Uma outra boa opção de compra é a Sony XBR-55X905E, que custa um pouco menos, e não sofre o problema de retenção temporária de imagem e risco de “queima permanente” da tela. Ela também tem luminosidade maior que o modelo OLED da LG, e isso tem boa influência em conteúdo HDR.

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Melhor TV 55 polegadas pelo custo-benefício: Samsung UN55MU6100

Considerando o custo benefício em conjunto com as notas, a Samsung UN55MU6100 se mostra como uma boa opção de compra.

Embora ela não consiga competir em qualidade de imagem com os modelos de melhor nota (recomendados acima), ela ainda assim possui bom contraste e características secundárias razoáveis.

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Melhor TV 65 polegadas: LG OLED65B7P

Nenhum modelo de TV consegue competir em qualidade de imagem com a tecnologia OLED, por características inerentes a esse tipo de tecnologia. E, dentre os modelos analisados que utilizam essa tecnologia, o eleito com o melhor (considerando também o custo) é a LG OLED65B7P.

Pode-se dizer que a OLED65B7P é praticamente igual ao OLED65E7P, porém o primeiro leva uma pequena vantagem na luminosidade da tela e, portanto, foi considerado a melhor escolha.

Porém, cabe lembrar que esse tipo de TV pode sofrer o risco de burn-in permanente na tela, e se você não quiser correr esse risco, vale ler abaixo o nosso melhor modelo de 65 polegadas considerando o custo-benefício.

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Melhor TV 65 polegadas pelo custo-benefício: Sony XBR-65X905E

Embora os modelos Samsung UN65MU6100 e UN65MU7000 sejam considerados de elevado custo-benefício também, a Sony XBR-65X905E acabou ganhando nossa recomendação por alguma margem.

Isso acontece porque a diferença de preço para os modelos Samsung não chega a ser exorbitante, e a qualidade de imagem é excelente.

Embora ela não consiga competir em contraste com a tecnologia OLED, ela leva vantagem em luminosidade, e é comparável na maioria dos outros pontos de análise, em relação ao modelo considerado como o de melhor qualidade de imagem.

E então, gostou de nossa análise? Ficou alguma dúvida? Responda nos comentários!

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2 Comentários
  1. Responder
    Alexandre de Menezes 26/07/2018 às 17:56

    Correção: ao contrário do que diz a tabela, a a linha Sony X905E suporta sim DolbyVision com update de firmware.
    Senti falta da linha Panasonic EX750B, tenho encontrado em oferta mas não sei se é comparável à Sony.

    • Responder
      Equipe Qual Escolher 14/08/2018 às 19:56

      Olá Alexandre,

      De fato havia equívoco neste item. Obrigado pelo aviso! Já realizamos a alteração no texto e na tabela.

      Com relação ao modelo Panasonic citado, realmente não podemos fazer essa análise. Como utilizamos os dados de testes fornecidos pelo site RTINGS.com (e eles não testaram este modelo), não temos nenhuma base de comparação desta marca com as TVs que constam nas tabelas já publicadas.

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